Eu, Como Poesia




A escrita percorre meu corpo
Assim como eu percorro a estrada
Ambas vivem o gosto e também o desgosto
De experimenciar quando não sobra nada

A criatividade está para além de onde seu coração está
Há de notá-la minguar quando algo externo vier te perturbar

Vou perambulando pela escrita, não como profissão
Mas me aceitando como guardiã do dom que carrego em minhas mãos
Vendo a palavra como sagrada e a deixando livre para manifestação
Pois ela vem quando quer e jamais virá por obrigação

Torço para que um dia a arte seja de todos os artistas, o ganha pão
Mas enquanto ela não é, a exerço para além da minha frustração
Colocando no mundo a doce fúria do meu coração

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